| Quando
um organismo se encontra submetido a uma dieta restritiva, este se defende
contra a privação mediante uma diminuição
de seu metabolismo. Diminui então o consumo energético e
se inicia o ciclo do chamado efeito sanfona.
Esta economia energética é compensada com uma perda de massa
muscular (acentuada pela baixa contribuição protéica
que costumam apresentar as dietas de emagrecimento) e, portanto, com um
aumento da porcentagem de tecido adiposo. Diminui a capacidade para queimar
calorias. Ao abandonar a dieta e incrementar a contribuição
calórica líquida, o organismo, que está imerso nesta
situação de economia, responderá com um aumento de
peso, possivelmente, seguido de uma nova dieta.
A sensação de fome é explicada por vários
autores como conseqüência de uma série de processos
bioquímicos a nível cerebral. Neste sentido, a reação
de intolerância a certos alimentos poderia ser a causa de uma diminuição
de certos neurotransmissores, especialmente a serotonina.
Esta diminuição gera a sensação de fome, mal-estar,
fraqueza, entre outras, de maneira que o paciente tenta combatê-la
mediante a ingestão de carboidratos. Estes produzem uma rápida
liberação de insulina e um posterior aumento de triptófano
e serotonina. A conseqüência é uma sensação
de bem-estar temporário, até que a própria insulina
segregada produz uma diminuição da glicemia plasmática,
que, por sua vez, produz nova sensação de fome e a necessidade
de voltar a ingerir aqueles alimentos adversos que iniciaram todo este
quadro.Estes pacientes apresentam sérios problemas de sobrepeso,
acompanhado de outros sintomas (mal-estar, fraqueza, cefaléias,
etc.), tudo isto produzido pela intolerância alimentar.
Os alimentos que nos causam a intolerância podem produzir o fracasso
da dieta hipocalórica. As dietas hipocalóricas submergem
o organismo em uma situação de estresse. Neste caso, os
efeitos adversos produzidos pelos alimentos que causam intolerância
podem aflorar ou então aumentar, de maneira que complicam um tratamento
que por si só é difícil de levar.
A sintomatologia produzida pela intolerância alimentar é
muito variável de um paciente a outro, mas pode incluir ansiedade,
retenção de líquidos, fadiga crônica, enxaqueca
etc. Este quadro costuma culminar em um descumprimento da dieta por parte
do paciente e, portanto, em um fracasso do tratamento.
Nos casos em que uma dieta hipocalórica produz situações
de perda de peso menor que a esperada e, em geral, resultados e evolução
da dieta fora do normal, pode-se suspeitar que existe uma intolerância
alimentar.
Com a ajuda
do Teste ALCAT, o especialista pode elaborar uma dieta hipocalórica
personalizada para o paciente, na qual sejam substituídos os alimentos
que mostraram positividade no teste por outros dieteticamente equivalentes,
com o fim de aumentar as chances de sucesso do tratamento de emagrecimento.
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